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Sir Paulo Autran

Paulo, eu sei,
Vez por outra, o céu racha-se em desdouro
E a vida segue seu curso
No palco sofrido onde os atores
Representam os sonhos dos que não sabem sonhar
E você representava todos os nossos sonhos
Materializava-os, mesmo aqueles não pudemos achar
Eu queria tanto pedir que estivesses atento,
Pois vi a morte na platéia
Ela não sorria, nem te aplaudia

Penso que ela teria vindo te buscar
Queria pedir que estivesses solerte
Que entrasse em algum personagem
Que se camuflasse, se disfarçasse,
Que fizesse chantagem
Ou qualquer truque para se salvar
Eu nem sei se você queria ser salvo
Mas tentei  me por no seu lugar,
Mas ela não me quis
Sou medíocre
Nunca soube atuar
Eu não era Paulo Autran
Não tinha brilho
Não representava a vida como ela é
Ela queria gente como você,
Um ator, um malabar

Assentada a poeira da dor da perda do Paulo Autran, a quem eu muito admirava e que me encantou com performances magistrais. Eu que continuo admirando-o, como ator e como ser humano, rendo-lhe,  esta humilde homenagem. Ele foi um dos grandes do nosso tempo. Mais um que se vai....Meu Deus..porque a morte os procuram tanto? Porque fazem deste mundo cada vez menor?
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 28/11/2007
Reeditado em 27/05/2012
Código do texto: T756138

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice