ABANDONO

SINTO SAUDADES DE MIM
DO MEU SORRISO
DO POUCO SISO
DO OLHAR INDECISO
DO TEMPO QUE EU ERA MOSCONA
E ACREDITAVA EM TUDO.
NÃO TINHA VERGONHA
DANÇAVA NA RUA
BRINCAVA DE LUDO
FURAVA ONDA
FICAVA ACORDADA
A NOITE TODA.
CANTANDO NA PRAIA
CONTANDO PIADA
NÃO FAZENDO NADA
BEM DESPREOCUPADA.
HOJE VIREI UMA CHATA
TUDO ME ABALA
PERDI MEU SORRISO
TENHO MUITO JUIZO
PREOCUPAÇÃO NÃO ME FALTA,
PORÉM SÓ FICO QUERIDA
QUANDO CALADA
AGUENTANDO DESOLADA
NÃO FAZER QUASE NADA
QUE ME DISTRAIA
NÃO TER DINHEIRO
PERDER ATÉ O DIREITO
DE DIZER NÃO.
ESTOU NUM DILEMA
UM TANTO PERDIDA
PARA FAZER ESTE TEMA
DE DIFÍCIL SOLUÇÃO
JÁ APELEI PARA O CONFLITO
SÓ ARRUMEI CONFUSÃO
E INCOMPREENSÃO.
ME TORNEI UM SER AFLITO
PRESA AO PASSADO QUE UM DIA ME FEZ BEM
NÃO SEI SE VOU OU SE FICO.
TEMO O ABANDONO
A FALTA DE AMOR
TRAZENDO O ARREPENDIMENTO
QUE COM O TEMPO VEM.
APRENDI QUE NÃO SE DEIXA NINGUÉM
QUANDO SE PARTE CHORANDO
AGORA ESTOU EM PRANTOS
ME ESCONDENDO PELOS CANTOS
LAMBENDO AS FERIDAS
ESQUECENDO QUEM SOU
PROCURO UMA GUARIDA
EM QUALQUER PORTO ANCORAR
PORQUE HÁ SÓ DESENCONTRO
NEM CRUZO TEU OLHAR.
ABANDONADA JÁ ESTOU
PORQUE SER SABICHONA
DESTEMIDA E BRIGONA
SÓ TROUXE TRITEZA
E DOR.

Naiara Barbedo
Enviado por Naiara Barbedo em 29/01/2009
Reeditado em 29/01/2009
Código do texto: T1410371
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