Vícios em Castelos de Areia

vale um olhar

sem direção certa

acima do corpo

que jaz em quietude

no silêncio daquilo que só

desconheço

no sofrimento de querer

parar o tempo?

vale cindir-se em lágrimas

soluçar

arfar sem ar

salgada face

ressequida de almas

em disparate com vida

que escolhemos

viver?

vale a sombra que me devora

enquanto escrevo

sem alívio

metáforas nonsense

em impulsos

vícios que devora

vontades ?

(Dependência insana do absurdo que me esvai)

Construo castelos de areia ou flores varridas até para meu túmulo.

Ana Paula Perissé
Enviado por Ana Paula Perissé em 04/02/2009
Reeditado em 06/03/2009
Código do texto: T1420644
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