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Qualquer Biografia (2002)

Ele quer se matar.
Não viu um sentido para vida.
Não se perdoa por viver,
em uma vida dividida.

Dividida entre o bem e o mal.
Em que acredita e o que não sente.
Não acredita na força divina,
em que lhe deu a vida de presente.

Ele não sente amor fraterno.
Repudia o amor que os pais lhe dão.
Nunca sentiu amor.
Fecha seu coração entre quatro paredes.

Paredes que divide seu coração e sua mente.
Um coração nunca amado.
Uma mente distorcida.
Uma vida abalada.

Somente uma pessoa lhe chamou atenção.
Ela o inspirava, mas o iludia.
Ele a amava, e nela pensava todo dia.
Mais um motivo para não ser feliz.

Pois não sabia o que era amor.
Se mascarou em uma personalidade,
Em que na verdade era distante.
Conseguiu sentir a verdadeira dor.

Desfez as amizades.
Desistiu dos amores.
Fugiu da realidade.
Decidiu se suicidar.

Em seu ultimo dia de vida.
Ninguém entendeu
Se despediu-se de todos.
Queria ver se existia Deus.

Pois, se existisse.
Queria um sinal.
Que o iluminasse.
Que desse motivos para desistir.

Juntou suas obras nunca apreciadas.
Fez uma carta de despedida.
Olhou para o horizonte.
Despedindo-se de sua vida dividida.

Em seu ultimo segundo de vida.
Viu passar seus desejos entre os olhos.
As coisas boas e más.
Ouvindo no final o telefone tocar.

Já morto, deixaram uma mensagem,
Era sua amada
Queria o convidar para a noite sair e para sempre ficar
Só que de sua viagem, nunca mais voltará.

Essa é uma biografia,
Onde todos podem se encontrar.
Essa não é a minha vida.
Mas todos podem olhar.





Rafael Schincariol
Enviado por Rafael Schincariol em 18/06/2006
Reeditado em 18/06/2006
Código do texto: T177738
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Sobre o autor
Rafael Schincariol
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 28 anos
15 textos (539 leituras)
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Rafael Schincariol