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Doi Demais!


A dor, que invento em cada frase, que recrio!
A dor, que sustento em cada gesto,um calafrio!
A dor, que me espera, na solidão eterna!
A dor, que me impede de cortar com as amarras,
com que meu coração, agarras!
A dor, de querer deitar tudo a perder,
E acordar todas as manhas, sem nunca te ter!

A dor da obediência castrada!
A dor de eu, não passar do Nada!
O culto da Dor, ou quiçá do amor maldito,
Em que jaz cada dia, meu coração aflito!

A dor! A dor!!Maldita dor, que minha irmã és!
Larga-me!Parte solidão!
Leva contigo os destroços de nós!Rouba-me tudo!
Despoja-me a alma, mas deixa-me a Voz!

Deixa-me cantar a historia em verso,
De um amor impossível!
De um amor tão intenso, que gerou ódios,
De um amor tão imenso, que por malfadada ironia,
Tudo começou e terminou,nos braços da poesia!

Mas dói demais!
Porque nem mordaças,
as lágrimas calarão,
Nem vendas,
ensurdecerão as imagens,
Nem a inversão do tudo e o retrocesso ao Nada,
Arrancarão de mim o amor,
que jamais senti por alguém
Senão por ti!
Mas dói demais!
Aguarela Matizada
Enviado por Aguarela Matizada em 03/07/2006
Reeditado em 13/06/2010
Código do texto: T186529

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Sobre a autora
Aguarela Matizada
Brisbane - Queensland - Austrália, 57 anos
266 textos (10830 leituras)
8 áudios (206 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:47)
Aguarela Matizada