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Solidão de poeta



Bebo.
Tenho a autoridade da solidão,
percebo meus medos na cadência do dia
temo o sol e os rostos das calçadas
sempre cheias de almas vazias,
fantasmas diurnos
que transitam nas sombras diurnas.
Tenho medos,
a noite trago-os em longos tragos
embebedo-me de coragem e força.
A noite e a escuridão são amigas
e de suas sombras naturais e sinceras
sempre saltam incontinente
o que delas se espera.
Lupos homens que se ocultam
revelam-se nos balcões de bares
mal freqüentados pela luz da razão
que desconfio,
pois minha razão é obscura
e clara nos sentidos.
Sinto-me só e bem.
Bebo em paz minha sobriedade.

Rio de Janeiro, agosto 1984

* Pedaços de um passado sendo passado a limpo
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 03/07/2006
Código do texto: T186647

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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3 áudios (837 audições)
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Mauro Gouvêa