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Meu Caminho.

Não agüento mais!
O meu coração convulsiona de imensa dor e agonia,
A minha vida pranteia e não para de soluçar.

Enquanto isso o meu passo tateia,
É difícil não tropeçar;
Do último baque que levei, mesmo sem forças,
Ainda estou tentando me levantar.
Confuso estou, sem rumo ando,
Meus passos vivo contando sem ver o caminho trilhado,
A minha mente está ébria por falta de força,
E sem forças continuo, até quando não sei.
Hoje as águas estavam fora do aquário,
De dentro do ônibus, fixava os olhos fora da janela
Para que a brisa vinda dela, consolasse o meu olhar,
Enxugando as minhas dores,
Por apenas disfarçar com um marejado brilho no olhar.

Desabafando meu desespero com um frígido silêncio.
Desliguei-me do mundo com o soar da música, pois com todo aquele som,
Pude ouvir o silêncio do mundo dentro da minha alma,
E a conexão interna planejava o que no momento não posso falar.

Tudo ocorrerá no dia em que
As flores secarão em pleno dia de chuva,
No choro do frio inverno.
Mas para mim será o brotar de um belo jardim
No calor de um escaldante deserto.

Vestido de branco, com asas de anjo,
Ligado como uma corda a quem me dirige,
Estará transpassado por uma lança sem cabo, e sua lâmina é sega.

De nada mais sei, só sei que continuo andando,
Mas, a cada passo aumenta o meu cansaço,
Cambaleando estou, contudo ainda ando,
Mesmo sem enxergar o caminho à frente,
Prossigo impotente.

O meu caminho não posso mais trilhar.
Parando onde eu parar, muito obrigado
Aos que comigo puderem estar, mesmo sem me enxergar,
Dali ficarei a olhar, para aqueles que nesse caminho continuar.
Saudades não têm pra quê,
Se essa é minha homenagem a você.


Jocca Zêmiph.(11/05/06)

My Way

Do not take it anymore!
My heart convulsed the immense pain and agony,
My life does not stop mourn and weep.

Meanwhile gropes my step,
It's hard not to trip;
Crash that took the last, even powerless,
I'm still trying to get up.
I'm confused, aimless walk,
Vivo counting my steps without seeing the course taken,
My mind is drunk from lack of strength,
And still without strength, even when I do not know.
Today the water was out of the tank,
From inside the bus, stared out the window
To the breeze her, comforted my eyes,
Wiping away my pains,
For just a disguise to sparkle in his eyes teary.

Venting my despair with a frigid silence.
I hung up the world with the sound of music, because with all that sound,
I could hear the silence of the world within my soul,
And the internal connection that currently planned can not speak.

All occur on the day
The flowers will dry in the middle of a rainy day,
In the cry of the cold winter.
But for me the spring is a beautiful garden
In the heat of a scorching desert.

Dressed in white with angel wings,
On a rope as to whom I addressed,
It will be pierced by a spear without cable, and its blade is harvest.

I know of nothing else, just know that I continue walking,
But each step increases my fatigue,
I am reeling, yet still walk,
Even without seeing the path ahead,
I press impotent.

My way I can no longer walk.
Stopping where I stop, thank you
Those who can be with me, even without seeing me,
From there I'll be looking for those who continue on this path.
Longing for what has not,
If this is my homage to you.

Jocca Zêmiph
Enviado por Jocca Zêmiph em 16/07/2006
Reeditado em 07/07/2011
Código do texto: T195291

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Sobre o autor
Jocca Zêmiph
Recife - Pernambuco - Brasil, 34 anos
76 textos (10267 leituras)
1 e-livros (30 leituras)
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Jocca Zêmiph