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dói-me

Dói-me que tropeces nas tréguas
E que insistas que chegou o fim
Dói-me que quebres as regras
Mas insistas que ir mais além é errado
Dói-me que contes os dias e as noites
Quando o tempo para ti é de graça
Dói-me o abraço que te dou
Se sei que não chega para te abrigar
Dói-me o olhar que te dou
Se sei que não te vês como te vejo
Dói-me que os rabiscos que segredas
Nem sempre se tornem linhas de um sonho
Dói-me que o sangue que vais derramando
Não acalme a dor que te desgasta
Dói-me que as muralhas fracassem
E que o vento triste te esfrie
Dói-me que as danças em corpos estranhos
Te libertem para te prenderem de novo
Dói que a minha mão na tua te acalme
Mas que o mundo lá fora te enfraqueça
Dói-me que saibas que a loucura embriaga
Para depois veres que ela te faz rastejar
Dói-me saber que a lua te enche de sorrisos
Para depois o sol te clarear as lágrimas
Dói-me que ás vezes voar sejam tão difícil
E que nem sempre nos leve para o céu...
marta neto
Enviado por marta neto em 02/08/2006
Código do texto: T207530
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Sobre a autora
marta neto
Portugal, 31 anos
13 textos (387 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 11:20)
marta neto