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Último Poema

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque apenas sei escrever sobre o amor;
nem importa-me usar a metria e estética...
É soltar um grito antes que venha a dor
de ter sido usada de forma tão patética.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque desacreditei na existência pura
que eu vivia a dedicar tal sentimento.
Eu aprendi da maneira mais fria e dura
que o amor sempre carrega o sofrimento.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque durante anos e anos eu acreditei
que sonhar me faria vivenciar um futuro,
e depois de tantas lágrimas que derramei
vi do outro lado um sonho falso e obscuro.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque teimei em acreditar naquele beijo
que saboreei e sem mesmo tê-lo sentido,
levava sempre comigo o fervor do desejo
de libertar um coração que fôra sofrido.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque acreditei que o amor curava feridas...
aquelas, deixadas pela desilusão do passado;
mas que por engano estavam apenas escondidas
dentro de um homem, que poeta foi intitulado.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque pensei que como poeta me entenderias,
que soubesses decifrar a minha inspiração...
pois quando os poetas se unem em parcerias
cada um escreve o que lhe vai a imaginação.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque meus versos no amor são inspirados;
escrevo ver finalmente essa dor aniquilada.
Relato desejos de obstáculos ultrapassados
e chegar ao porto de uma terra tão desejada.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque o amor nada mais é que uma doce ilusão
de quem crê que o sonho venha a se realizar;
a minha poesia morre, pois não há inspiração
n'alma que acreditou um dia o amor encontrar.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque dói demais fechar os olhos e sonhar
com o chegar do dia de viver a realidade;
é uma utopia poética querer assim registrar
a tola estupidez de chegar a felicidade.

Estes, são os últimos versos que escrevo...

porque não há mais sentido nem inspiração,
nem tão pouco há amor para ser esculpido;
de me sentir usada sim, houve a intenção...
para um bem próprio que hoje é conhecido.

Estes, foram os últimos versos que escrevi...
Anna Müller
Enviado por Anna Müller em 21/08/2006
Código do texto: T221454

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Último Poema - Anna Müller
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Sobre a autora
Anna Müller
Boa Vista - Roraima - Brasil, 52 anos
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Anna Müller