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Um parvo elfo esquecido

Caravelas cinzas que agora partem,
em inexorável desalinhamento.

Corações desfeitos que se repartem,
em inexplicável rompimento.

Como pérolas que se perderam
do seu engastado encadeamento,

Relembro o gigante aninhado d'outrora,
dentre a alvura de seios, em seu recolhimento.

Um pobre e parvo elfo morrediço
está partido, partindo está seu pensamento.

Seus clarins soltos ao céu aberto
clandestinos soam fátuos, num breve momento.

E sua alada lira-amante foscamente
canta em tristezas seu inevitável esquecimento...
ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 06/09/2006
Reeditado em 17/09/2006
Código do texto: T233747

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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ErlKoenigKunstler