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Desconstrução

Algumas vezes o vazio de letras me enche alma
Sinto falta, sinto vida, sinto Pasárgada
Junto com todos os sonhos e desejos de um presente do passado
Eu sou mais eu agora ou eu sou mais nada no agora?

Não me integro mais, não me derivo mais!
Já faço tanto que nem sei mais o que fazer comigo mesmo...
Um anti tudo e um anti nada se faz como aquela resposta
Meu medo, meu Deus, se refaz a cada dia mais...

Não sei o que é futuro e o que é presente
Ando e basta! Sou cego e mudo...
Só escuto lentamente, sou de segunda ordem, sou mais lento...
Sou tão mais lento que ainda estou perdido nos sonhos... Ainda me perco...

Me perco tão desordenadamente que o fim dos dias parece-me passageiro...
Nem sei mais amar...
Nem sei mais fazer direito...
Só sei fazer da melhor forma para os outros... E para mim, cadê meu prêmio?

Cadê meu prêmio por não tentar ser eu mesmo?
Estou ganhando a cada dia... E é até melhor...
Tolos, insensíveis! Nem sabem o que é doar-se pela vida...
Doar-se em um simples espaço de letras sentidas... Eu sinto, eu vivo!

Deixa passar e faça a sua parte!
Apenas... E ame mais caro Gauche!
Não vá se perder por aí e se divirta amando o que faz!
Seja mais forte que você mesmo... Caro senhor de letras, caro senhor exato!

Senhores de todas as coisas:
De momentos de inércias, de valores numérico, de vazios quânticos
De quadráticas diárias, de lutas sangrentas, de lutas, de lutas...
E quando eu caí, vi o que era o chão, e todas os suas formas aterrorizantes....

 Agora eu paro e vejo o que eu aprendi com tudo isso...
A viver mais no eu? A saber, o que é o chão? A saber, apenas?
Eu sei que, de certa forma, me comportei dignamente!
Nem me perdi tanto, nem me procurei direito... Procurei o exato: Objetividade!

Hoje eu posso dizer certamente:
- Eu sou um pouco mais triste!
E isso não vale como motivo de melancolia!
Isso vale como um motivo de quem vive intensamente seus momentos...

Eu vivo e basta no mundo do quase tudo e quase nada
No mundo da minha incerteza...
No mundo que só o eu basta pra mim!
No mundo em que eu me perco e me acho a cada novo dia que me constrói...

20/09/06
iuRy
Enviado por iuRy em 21/09/2006
Código do texto: T245752
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Sobre o autor
iuRy
Olinda - Pernambuco - Brasil, 28 anos
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