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O Último Adeus



    Dor...frio, silêncio e solidão
    Torturam o meu corpo desamparado
    E no final dos meus dias
    A cada noite abançoada
    O meu espírito tantas vezes açoitado
    Sente alívio, através destas grades
    Onde o cárcere e a aflição
    Me privam das alegrias

    Nesta cela escura e apertada
    Respiro mofo e umidade
    Sentindo no ego o adeus da última alvorada
    Tendo em cada sombra, a morte e sua irmandade
    No meu peito o coração em pedaços
    Esperando as horas preguiçosas
    Horas... hora da morte no cadafalso

    O destino é um carrasco
    Que não perdoa enganos
    Pune o culpado e o inocente
    O tolo que se deixa acreditar
    Nos caprichos e deslizes humanos
    Às vezes a máscara da ilusão
    Esconde a face cínica da verdade
    Eu aprendi tarde a lição
    Agora vejo o último por-do-sol
    Respiro este ar pesado e ando em círculos
    Meu último vestígio de liberdade.

                    Alézio
   


   
   
Indiopoe
Enviado por Indiopoe em 11/10/2006
Código do texto: T262210
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Sobre o autor
Indiopoe
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
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