SOLIDÃO E DESEJO

Quando tu choras escondida

Em meio às brumas da noite

Sem entender o vazio do teu leito,

É a solidão confessando ao teu peito

O quanto dói o açoite

Da saudade recolhida...

E busca o conforto externo

Na música que te enleva com triste solfejo,

Na bebida, na comida, no revirar lembranças antigas;

E a solidão é a única amiga

De todo o teu desejo

De todo o teu inferno.

Ouse, querida! levante-se!

Permita-se ser amada!

Vista tua roupa mais linda

Sorria, estás viva ainda,

Saia perfumada,

Encontre-se!

Viva o amor que nunca viveste,

Entregue-se a uma paixão desenfreada,

Sinta os sabores e perfumes da vida;

Traga à tona sua pessoa incompreendida,

Encare o sentir-se desejada

Deixe que seu “eu” se manifeste.

Danilo Macedo Marques
Enviado por Danilo Macedo Marques em 13/11/2006
Código do texto: T289933
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