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ÓrFãOs De Si

Eu morro
Nos traços
E desgarro
Em silêncio
O meu querer,
Agora.

Eu contemplo
A lona azul
Que minha cabeça
Recobre.

Não chove
Onde os ventos
Escasseiam-se
- negra é a aurora
Minha.


Eu queimo
A última chama
E aborto
Os novos desejos
Os novos sonhos
Os amores contidos

Sou a fúria
De mim,
Qualquer espelho
Partido.

E de meu rosto
A flor sem cor
Estraçalha-se
Por prazer
E sacrifício...

Se soubesse um verso
Um verbo novo
Usá-lo-ia
Em epitáfio
Para selar
A presença
Da ausência
De quem o corpo
Deixou
De possuir,

E passaria feliz
A passear
Em campos tristes
De homens frios
E desumanos,

Onde jaz
As vontades suprimidas
Frases não ditas
Paixões proibidas
E os abortos
Dos anjos
Que
São-me irmãos,
Por serem abortos
Ou simples órfãos.
Dio Lenno
Enviado por Dio Lenno em 21/11/2006
Código do texto: T297402

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Sobre o autor
Dio Lenno
Macapá - Amapá - Brasil, 31 anos
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