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Natureza Morta

Deitado no pequeno espaço
entre essas duas covas frias
eu tento me esconder
até a noite chegar...

Os minutos demoram passar,
e esse silêncio fúnebre
me faz adormecer calmamente...

De repente sinto o vento de asas
e abro os olhos e vejo a lua
refletida nas placas que cobrem os túmulos...

Levanto e caminho descalço meio as rosas murchas,
e túmulos ainda frescos,
a brisa fria toca meus lábios qual um doce beijo...

Meu ser está em paz,
não me sinto mais diferente de todos,
pois apesar de ainda respirar, estou morto...

Às vezes uma coruja vem e silenciosamente
fica olhando em meus olhos,
e mais uma vez uma estranha paz
me envolve quando mergulho
naqueles doces horizontes cinzentos...

Quando percebo, por de trás das árvores
secas e retorcidas vejo as nuvens de sangue
anunciando que tenho que ir para casa,
e uma lágrima cai de meu olho...

Aprendi a amar a noite,
pois nela me descobri,
aprendi a temer o dia,
pois tudo parece inalcançável...
Poeta Devaneador
Enviado por Poeta Devaneador em 23/11/2006
Código do texto: T299669

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Sobre o autor
Poeta Devaneador
Rondonópolis - Mato Grosso - Brasil, 29 anos
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Poeta Devaneador