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Aquela que vai

Aquela que vai

Hoje passou cedo, aquela
E que olhar triste carrega, ela
O negro vestido entrega
Partiu cedo seu companheiro de cela

Cela esta, que foi sua casa nesta vida
Porque seu companheiro era ruim
Malogrados os desejos dela
Tudo o que queria, era em sua vida pôr um fim

Viveu em função deste canalha
Que pra sua vida, só trouxe tormentos
Que bom que agora ele lhe deixa, esta muralha
Caminho livre terei eu, nestes momentos!

Envenenou sua comida, que má foi ela
Queria livrar-se do hóspede maldito
Ainda fez cara de triste aquela
Que está vestindo o negro vestido!

Casou sem amor, porque dele desejou o dinheiro
Viveu amando outro, que lhe era mais precioso
Mas por ganância, acabou sofrida por inteiro
Nas mãos de um ser vil e jocoso

Como posso amá-la, mulher que vai?
A mulher que mata também trai!
Tua alma abnegou-se de amar quem aqui está
E eu que sem ti, aprendi apenas a te ver, e vai!

Aquela, que vai hoje ao funeral
De rosto pálido, de tez gelada
Era a criatura de sorriso angelical
Casou com ele, mas foi minha namorada

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Fiz este poema em homenagem à uma mulher sem nome, que conheci há muitos anos atrás e que me veio hoje à memória.
Flávia Jobstraibizer
Enviado por Flávia Jobstraibizer em 26/08/2005
Código do texto: T45362
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Sobre a autora
Flávia Jobstraibizer
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Flávia Jobstraibizer