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Paralelos Concorrentes

Final do verão; início da primavera.
A noite mais romântica do ano.
Em algum canto de um mundo confuso,
Entrelaçam-se em danças almas sedentas.

Salão vermelho; gestos pré-determinados.
Roupas de gala; ares de cortesia.
Sugam até a última gota de vinho,
Ávidos por fulgor; sôfregos por prestígio.

Limites estão abertos, mas não acredite que é real.

Os olhos – olhando tão friamente,
Condenam a falha e buscam pela perfeição:
Nunca será alcançada.

Lutando e culpando;
Eles não sabem muito mais.
Assusta e excita.
O passado repete a si mesmo.

Isso vai mais a fundo.
Ousa-se saber o que está escondido?
Atrás do superficial e externo,
O que nenhum olho irá enxergar...?

Raiva... ela queima entorno de todos.

Então, o abuso é apenas fraqueza.

Por que tão profundo...?
Por que terrivelmente perdido...?
(...)
Por que diante dela?

Sobre o que eles estão falando?
(...)
A voz dela cheia de compaixão.
Ela está advertindo...
Uma vítima das escolhas.

Saída e escape.

Reúna as partes separadas,
Emoções despedaçadas.

Esta é a rebeldia dela: o tormento vindo dele.
O episódio final de terror e dor,
A luta entre todos nós: abuso e esperança.
Lorrayne Renho
Enviado por Lorrayne Renho em 11/09/2007
Código do texto: T647601

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Sobre a autora
Lorrayne Renho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 32 anos
28 textos (991 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 15:16)
Lorrayne Renho