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A PORTA




Cadê a minha porta?
Meu ódio fumega nas narinas
Sentado em frente ao escuro
Ensurdecido ao som do silêncio
Imaginando o que ser na existência

Admirando a pálida face
O pincel corre frouxo e desgovernado
Em várias cores e figuras
E tantos acham que sentem, que sabem,
que vivem, que realizam
Simplesmente confortam-se no que conseguem comprar

O sangue aduba o chão
Flores de ódio exalam o destino
A terra molhada é a nossa mãe morta
Cavamos nossa cova profunda

Continuo as escuras
Sentado na poltrona do tempo
Ensurdecido ao Heavy Metal dos escapes
Procurando o sentido das portas
A Nilson
Enviado por A Nilson em 16/09/2007
Código do texto: T655558
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
A Nilson
Olinda - Pernambuco - Brasil, 41 anos
14 textos (445 leituras)
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A Nilson