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Trancafiado

Acorrentada minha alma esta,
sem era ou beira,
sem uma saída de escape,
ela grita desesperadamente,
procurando a saída inexistente.

Meus olhos aflitos,
a procura de socorro,
apenas se depara com o desconhecido,
então eles choram em silencio,
apenas esperando o acontecer.

Preso e trancafiado,
quem diria, quem diria,
com o papel e um lápis,
eu sonho os sonhos perdidos,
e derramo as minhas lagrimas guardadas.

Tão novo e tão velho,
tão vivo e tão morto,
trancafiado em meu mundinho,
percebo que sou corajoso,
de alguma forma enfrento o medo que todos sentem.

Eu vejo o que todos vem,
e testemunho o fim do mundo,
com minhas palavras pequenas,
que sozinhas não causam efeitos,
pequenas e inúteis, jogadas ao vento.

Ainda trancafiado,
esperando que me salvem,
será que sou lembrado?
espero que sim,
pois já estou ficando louco.

Em uma ultima tentativa,
eu grito bem alto,
socorro, socorro,
mas as vozes são fracas de mais,
e parece não chegar em seus ouvidos.

Percebo que é noite,
já estou cansado,
vou esperar ansiosamente,
eu vou me libertar,
e vou voar pelo para o mais alto.
Thiaguinhu
Enviado por Thiaguinhu em 14/10/2007
Código do texto: T693721
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Sobre o autor
Thiaguinhu
São Carlos - São Paulo - Brasil, 28 anos
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