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SOLIDÃO

Este seu falar nem tão manso,
Nem tão alto, que em silêncio me diz
O que sua voz se recusa a dizer,
Fala-me da solidão
Que nos aguarda...
Como se já se instalara;
E na morte do seu abandono
Também eu morro,
Na expectativa de encontrar vida
Onde sei que não mais existe
Nem viver, nem o amor de antes.
Cada silêncio seu
Envenena-me a alma,
E o que jamais ouvi dito em palavras
Ouço hoje de seu olhar distante
Indo muito além do que se pode ver,
Fazendo-me ver que já não há em você
O que ainda sobra em mim,
Mesmo diante do teu abandono.

03/2007.
Ângela M Rodrigues O P Gurgel
Enviado por Ângela M Rodrigues O P Gurgel em 29/10/2007
Reeditado em 15/12/2009
Código do texto: T714613
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ângela M Rodrigues O P Gurgel
Mossoró - Rio Grande do Norte - Brasil, 54 anos
1555 textos (396993 leituras)
5 e-livros (496 leituras)
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Ângela M Rodrigues O P Gurgel