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Chorando

Os cristais derretidos deslizam no vidro da minha janela.
Marcando na transparência o seu trajeto que não tem fim,
simplesmente caem sem saber seu destino ou sua missão.
Um ciclo de vida sem morte aparente
Porque tudo volta a origem.
O vapor que abandonou o mar toma o rumo dos céus
e são tantos e diferentes vapores fundidos
que não se pode distinguir seus leitos.
Uma perfeita democracia de gases,
sem classe, favores,
suborno ou fraudes.
E ali, o ar crivado de água se congela
e adormece nos lençóis alvos das nuvens.
Partem pelos mais diferentes céus
sem saber o que paira na mente dos que lhes observam.
Certo dia encontram conforto em braços mais quentes
e choram seus mananciais de solidão.
Talvez pelo encontro ou pela certeza do regresso iminente,
mas eu creio que o motivo é bem mais complexo
inspirar as lágrimas que inundam os meus olhos.
Sombra Frenética
Enviado por Sombra Frenética em 10/11/2007
Código do texto: T731051

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Sobre a autora
Sombra Frenética
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 32 anos
33 textos (3887 leituras)
5 áudios (277 audições)
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Sombra Frenética