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Da varanda do sobrado

Passa o tempo como um alivio cortado
Nas ruas e nas casas cinzas de algodao
E eu desnudo na varanda de um sobrado
Vejo a vida e o que mais precipita-se sobre o chao.

Vejo as mulheres tao brancas e suaves
E os homens tao amargos e tao mesquinhos.
Vejo a brisa como um alimento para as aves
Que bem dançam com o metal no calor de seus ninhos.

Pasa o dia nublado e passa o aviao
Caem as cinzas de cigarro num copo vazio,
Cai tambem, sem que pudesse impedir, meu coraçao

Pela janela humeda, pelo corpo frio.
E as goteiras de sangue caem na minha mao
E eu sem coraçao e sem graça, simplesmente sorrio.
 
                                    Luiz
luiz gomez
Enviado por luiz gomez em 15/11/2007
Código do texto: T738528

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Sobre o autor
luiz gomez
Chile, 28 anos
46 textos (1165 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 23:40)