TRAJETÓRIA

O frio açoita a alma escura...

Obscura existência dicroica e deformada

Como cicatriz profundamente impressa à carne exposta

Numa aviltada raiz ...

Descolorada tatuagem eternamente impressa

Na pressa do tempo descomposta...

Na face molhada, a dor pulsante

Na fraca existência delirante, o desejo da morte...

De que adianta o amor, se não se tem a sorte?

Amar eternamente...

Compulsivamente à vida expor-se errante

Findar a termo...

Viver à esmo num deserto, incólume

A mágoa de em vão se exumar constante

À guisa da Phoenix de viver distante

Renascer de cinzas, mas de um fim presente

Na trajetória delirante do viver ausente.

Ederval Magalhães

Eder Mag
Enviado por Eder Mag em 13/01/2022
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