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Poeta Morto

Era, pois um doente que morria,
Com a mente consumida e deturpada
De uma febre e tremenda hemorragia
E uma alma efêmera derramada.

Sua dor poucos notariam,
Pois sempre escondeu os seus temores.
E as queixas que por vezes apareciam
Mostravam muito pouco seus horrores.

Uma rota sofreguidão lhe acometeu
Ao um dia recusar-se em expressar
E a foice certeira então desceu
Para enfim no umbral o colocar

Revelando para ele muitos aflitos
Sem dar-lhe o poder de abafar
Com a mão ou outra coisa eternos gritos
Dos que estavam para sempre a chorar.

Os mortos tensos vinham lhe procurar
Para ouvir um pouco do seu canto.
E uma eternidade se curvar
Na exatidão de tal encontro.

Mesmo a semeadora foi incapaz
De tirar-lhe a fama que o acompanha
Dando um giro a foice se desfaz
Revelando assim a sua sanha.

Sua inspiração foi bem mais forte
Se virou, rumou ora pro norte
E enganou assim o ser profano.

Revalando assim grandes segredos
E deixou pra trás todos os seus medos
Rumando para o eterno seu Patrono.
gothmate
Enviado por gothmate em 28/11/2005
Código do texto: T77928

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Sobre o autor
gothmate
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
26 textos (1005 leituras)
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gothmate