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Envolta em penúria

Em torno de mim mesma
Dou mil voltas sem parar .
Para mim parar é morrer ,
Morrer é deixar de sonhar !

Preocupa-me o deixar de sonhar ,
Porque o sonho alimenta a esperança ...
A esperança de que um dia possa ver um sorriso
Estampado , no rosto daquela criança .

É que por muitas voltas que dê
Só consigo ficar tonta .
O Homem tem olhos mas não vê
Que erra vezes sem conta .

Chegada a penúria
Começa-se a revoltar ,
E no seu estado de fúria
Já nem ouve a voz
Que veio para o aconselhar .

São inúmeras as calamidades
Cometidas por um Homem
Que se diz um Ser racional .
Não apontemos nomes nem idades ,
Saibamos sim discernir o bem do mal .

artescrita
Enviado por artescrita em 07/01/2006
Código do texto: T95665
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Sobre a autora
artescrita
Portugal, 33 anos
107 textos (4742 leituras)
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