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LIBERDADE MENT@NIL

Um grito de liberdade das águas vermelhas do Ipiranga ecoou,
acordando toda a cidade que assustada, séria e incomodada reclamou...

Que absurdo! Quem é esse maluco? Muita gente séria e hipócrita perguntou...
“Deve ser criança”, ou “é o horário” ou “deve ter tomado todas” ou é um “nóia”
a maioria importante, escondida no reservado, tristemente cochichou e ironizou rsrs...

O louco além de poeta voador, filósofo herrado, profeta e homem do circo vostok alemão
também se dizia psiquiatra, girassol verde, carcará da paz, ou seja, o próprio “Napoleão”,
e suas simples, desconhecidas mas preciosas poesias para pessoas mais sensíveis enviou
 e calma, sorridente, paciente, esperançosa e alegremente desligou e o retorno aguardou...

Por parível que increça, a sua desesperadora, vital, crescente e muito urgente necessidade
de falta de mediocridade à quase ninguém sensibilizou e a maioria o ironizou e desprezou...
mas dos interiores, dos exteriores, dos beiras mares das eternas ondas e até do alto astral
o eco do seu desesperado grito amarelo por um amor verde, azul e libertário retornou...

Sampa, Interlagos, Vila Mariana, Santana, Tucuruvi, Lapa, Butantã, Tatuapé, Carrão,
Cajamar, Jundiaí, Campinas, Ribeirão Preto, Botucatu, Mongaguá, São Sebastião,
Fortaleza, Aracaju, Porto Alegre, Buenos Aires, Madrid, Paris, Marraquesh e até Japão
dedicaram seus preciosos tempos, solidarizaram-se e o levaram em consideração...

Mas essa tal liberdade, alma gêmea da paz, da felicidade, da fraternidade e da igualdade
 que o louco poeta circence procurava não era material nem profissional e sim espiritual...
Ele queria fugir das cadeias de um mundo materialista, neurótico, medíocre e hipócrita,
que havia seqüestrado o seu sorriso e a sua luz e o torturava na cruel monotonia geral...

Apesar da organização rica e eficiente desses criminosos da sua felicidade no mundo real
e do desperdício de tantos anos preso nos frios porões cinzas da repressão injusta e infeliz,
sem que ninguém soubesse, percebesse ou imaginasse ele resistia na sua esperança vital
e verdemente voava rumo a um alto astral cada vez mais feliz e azul, do marinho ao aniz...

E eis que de repente e anizmente, delicada feito uma borboleta, surge veloz e surpreendentemente
ao seu lado uma outra humana sensitiva pequena maluca beleza também alada e igualmente carente, e ao verde delírio louco do psiquiatra palhaço girassol do circo voador fugitivo do mundo real e frio essa outra presidiária do desamor, doce, alegre e apaixonadamente ao seu virtual picadeiro aderiu...

Hoje alguns humanos que tem alguma noção dos seus direitos à paz e a uma louca e feliz paixão, para rever o palhaço e o seu lindo amor olham para o sol, a lua e as estrelas do céu anil do Brasil
e sorriem felizes ao contemplar no alto astral uma louquíssima, fulgurante e calorosa constelação
onde brilha dia e noite a gargalhada da liberdade do amor divino de milhões de estrelas ment@nil!

E aqui neste rodapé e em torno deste planeta infeliz, sério, materialista, demente e imbecil,
apesar dos frutos do outono, das flores da primavera e do sol do verão, que frio! Pqp!!!!!!
Wilson Madrid
Enviado por Wilson Madrid em 15/02/2006
Código do texto: T111999
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Wilson Madrid
São Paulo - São Paulo - Brasil
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