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Texto
O  “Samba em Prelúdio”  fez-me abrir 
a mala onde guardo a vida.
Dali, tirei as boates a meia-luz,
os gins e tônicas que se azulavam
naquela quase luz.

Foram noites que ficaram em tempos que nem sei.
Em anos que não consigo achar onde guardei. 
Mas observando-me agora,
vejo-me outrora.

Menino, vamos! Já são horas.
É tempo de envelhecer.
Aproveito o recordar, 
e mesmo sem Descartes,
eu sei que vivi. Dúvida não há.

Foram tantos sonhos, em dourado e vermelho,
e agora, a nostalgia em cada espelho.
Sigo o fio da Parca, mas não acho o novelo
e ressinto a noite e um novo  apelo. 

E então eis que vislumbro, ao toque da porta,
o concreto Futuro. Quem abriu essa comporta? 
Mas logo é o Futuro que vira Passado.
e percebo que só eu é que mudei de lado.

Bico fechado, velho! O que passou, passou.
Teimoso, digo que não.
O que passou é o que hoje eu sou.

Revejo as noites, os drinques azuis 
e as boates a meia-luz, 
De novo, escuto "O Samba em Prelúdio"
e sinto, moça do Rio, que eu já te buscava
nos azuis em que te sonhava.

                                                 Para Lilian

Fabio Renato Villela
Enviado por Fabio Renato Villela em 01/10/2006
Reeditado em 30/07/2009
Código do texto: T253801
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Renato Villela
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
1758 textos (328729 leituras)
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4 e-livros (4091 leituras)
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