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Pêssego

Uma fresta de luz bailarina
rodopia suave pele
no canto de um quadro esquecido
como pessegueiro
amarelecido pela solidão

Essa canção goteja sequiosa
pelo mesmo trajeto das lágrimas
atalho ao insondável coração
cadeira vazia, descanso adiado

Paz aninhada no silêncio abraçado
apertando calor
aceitando dor oxidada
deitada em travesseiros esfolhados

Lume da última esquina
primor deste que de tanto ser
ao não ter-se
fez-se esquecido de sí mesmo
em reencontro do amanhã
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 06/07/2005
Código do texto: T31602
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano