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Intrínseco

Aos teus olhos
Sou um mar revolto
Em permanente tempestade:
Aguaceiros aos molhos;
Chuva de aguda atrocidade;
Sofrimento solto
Preso à fria realidade...

Realizo o mundo meu
Que tal como o teu
É subjectivo e real;
Resgato um passado
Irritado e magoado
Que sobreviveu
Apesar de não ter sido idealizado.

Mas... se ao invés
De correr no sentido
Dos ponteiros do relógio,
O tempo se voltasse ao revés
E eu tivesse caído,
Erguer-me-ia em meus pés;
Seria uma bússola que de les a les
Indica um caminho reconstruído...

Um cimento mesclado
Por mãos calejadas...
Assim defino o meu passado
Não que o tenha enterrado!
Apenas revejo memórias flageladas;
Acções não concretizadas
Que um dia,
Ai meu Deus
Quem diria...
Não direi adeus
Sem adquirir a sintonia
Plena e decidida
De me presentear,
Com a dádiva que é a vida
Se a bem a soubermos levar!
artescrita
Enviado por artescrita em 23/11/2005
Código do texto: T75363
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Sobre a autora
artescrita
Portugal, 33 anos
107 textos (4742 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 07:50)