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Minha Infância Perfumada


                         

Eu era muito pequenina ainda
quando de braços com minha
avó paterna Alice,
entrava e saía de Igrejas.
Sentia sempre o perfume
peculiar de incenso bento,
como vovó dizia.
Com o passar do tempo
mas na infância ainda,
descobri perfumes ainda
mais fortes e marcantes.
Vinham direto do jardim
da casa de meus avós
maternos Pedro e Maria.
Arruda, alecrim, hortelã,
gengibre e rosa branca.
Ah!.. Aquele jardim era mágico!
Tornou-se o meu cantinho preferido,
onde gostava de ficar
quietinha a sentir
seus aromas inebriantes.
Já na adolescência
com a perda de meus avós
fiquei sem poder visitar
aquele meu refúgio.
Tristemente passei a sonhar
com aquele cantinho
de jardim, e a buscar
nos incensos chineses
a lembrança tão querida
da infância perfumada.

Hoje, tudo é tão distante,
as lembranças de meus queridos
avós e daquele jardim
quase secreto
onde busquei a mim,
a Deus e sonhei com o dia
que teria o meu próprio
jardim de aromas.

As lembranças são tão
gostosas de sentir,
e os incensos ainda me acompanham,
harmonizam e perfumam meu Lar.
Eles me levam a sonhar, à amar
e a ficar em paz comigo mesma.

olhosdepoeta
Enviado por olhosdepoeta em 18/12/2005
Código do texto: T88110
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
olhosdepoeta
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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olhosdepoeta