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A APOLOGIA DO A

A APOLOGIA DO A

Ele é o feminino do o .
Mas, apesar de feminino é "ele" e não "ela"
É contradição sem tradição . Mas tem tradução.
É português e pode ser alemão.
É multiforme: alongado, arredondado, afilado, assimétrico.
Tem muitas cores: amarelo , azul, e por afixo de si mesmo, avermelhado.
É antigo, e o antagônico : atual.
Antipático não é, mas o avesso.
Tem luz própria: alumia.
Ama apaixonadamente e adora as auroras.
Saudade? só da Amélia.
Tem passado e tem futuro, pois é a letra do amanhã.
É "A" craseado, às vezes anulado ou aviltado.
Cá um agudo, mas no âmago um circunflexo circunspecto.
Torna as coisas boas ou más através do adjetivo.
É artigo definido e, se preciso manda aviso.
Aqui está no começo, no meio da maracutaia, e lá no final.
Tem o dom divino da onipresença. Não se ausenta.
Se acha ao mesmo tempo aqui, ali e acolá.
O plural de A é as, e o de ás é ases.
Que são quatro no baralho, mas só três tem A:
o de copas, o de ouros, o de espadas e o de paus.
O de aspas não há.
Tem um primo apessoado que tem sobrenome,
 é o A Gá, que a seu lado fica atônico, mas jamais atônito.
Ah ! ... há algo no ar (averiguar afinidades)
Está no começo do alfabeto e também no fim, no apocalipse.

Agora acabou...
William Bird
Enviado por William Bird em 15/02/2006
Código do texto: T112398
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Sobre o autor
William Bird
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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William Bird