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Em silêncio

Em silêncio...

 

Consigo ouvir a voz do infinito

Que vejo no fundo do precipício

A ponta de luz que ainda resta nessa insensata

Incoerência de ventos e folhas

Que passa no céu aberto

Onde pulsa o sangue que desatina pelas veias

Que me leva a essência perfeita, que me trás a existência

De uma vida medíocre cheia de métodos,

Caminhos e escolhas a serem traçadas.

Preso num passado, destinado a um futuro

Sem previsões de sol ,

Sem esperança da chuva

Que toca o meu corpo e me faz perceber

O quanto odiado sou

E o quanto carnívoro posso ser

Ao olhar no âmago, o sofrimento

Que mergulha no mergulho dos prazeres

Que me leva a subjetividade dos versos

Das folhas que em minha frente restam

No cheiro amargo das rosas

E no hálito bom da podridão

Ser, pensar, agir

Bonecos moldados a uma perfeição

 

Inexistente...

 

Interrupta pelo simples fato do parto

Gerado há anos

Que a lembrança se faz necessária para que

O riso seja choro

E a felicidade, ingratidão

Em silêncio...

Ouço o som do solitário

Vejo a cor da escuridão

Penso no ridículo de se amar

Partículas poluídas pelo ar

Sem nada poder fazer

No vazio da alma encontro abrigo,

No brilho da solidão percebo a preciosidade

de ser quem sou

 

Em silêncio...

 

...Me percebo.
Adriano Veríssimo
Enviado por Adriano Veríssimo em 17/08/2006
Código do texto: T218770
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Sobre o autor
Adriano Veríssimo
Osasco - São Paulo - Brasil, 30 anos
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Adriano Veríssimo