Amarras da Liberdade

Já despontam novos titãs no sombrio horizonte

Há tanto aguardamos ansiosos, presos a preces não atendidas

Gritos ensandecidos agora põem abaixo as muralhas do tempo

Deslumbrando-nos os olhos já incrédulos

Vêm os ventos selvagens devorando nuvens e montanhas

Pois a sede que nos oprime tem enfim oponente em equivalência

Por que, implacável destino, tanto ardor em desperdício?

Impondo-nos um involuntário nascer para já bater às portas da morte

Que então a pele tão tenra, já em efêmeros anos repulsa-nos o olhar

Investir-nos contra a dádiva da vida: jamais!

Mas, se já com sangue trilhamos ruas cuja paisagem nossos dias deturpa

Vão-se então aos vapores do esquecimento velhos e infundados temores

Eis que enxergamos a fronteira que irrompe eterno sono

Deixem, irmãos que se cerrem os portões em suas antigas fogueiras

Abram passagem à espada que se lança contra as amarras da liberdade

Isaque
Enviado por Isaque em 29/08/2010
Reeditado em 29/08/2010
Código do texto: T2465846
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