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Afundamento sem razão

Aquela mulher que morava não interessa aonde
Sua cabeça fora afundando
Afundando-se e
Afundando até que chegou no pescoço, na traquéia
Afundando-se e até que
Chegasse na barriga
Apertava os orgãos digestivos e respiratórios
Afunda o quanto puderia afundará até que chegasse a inexplicabilidade da física por esticar-lhe a pele por e pelo tal afundamento pelo fundamento que ultrapassasse as barreiras da biologia
Afundou, afundava, afundaria profundamente até o mais fundo para que assim no furo chegasse
Até que ela pariu ela mesma
Mas desta vez via-se ao avesso
Ela tinha os olhos pra dentro

T a n
Enviado por T a n em 06/08/2005
Código do texto: T40767
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Sobre o autor
T a n
Condeúba - Bahia - Brasil, 27 anos
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T a n