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Que Loucura!

Olhei em frente,
Enxerguei rostos diferentes.
Olhei para os lados,
Quantas pessoas estranhas!
Atrás de mim,
Quantas pessoas esquisitas!
E embaixo e  emcima,
Tantas pessoas e eu não as conhecia!

Senti meu corpo começar a mudar.
As pernas já não eram mais pernas,
Estavam misturadas com o abdômen.
Os braços já não eram mais braços,
Perderam a forma misturados com o tórax.
A cabeça já não era mais cabeça,
Porque não tinha rosto e nem pescoço.

De repente,
Já não tinha mais forma.
Transformara-me em uma massa inerte.

Os sentidos não funcionavam mais.
Só a mente ainda respirava.
Nesse momento era só pensamento.

Agonia e muita dor causada pela falta de uma forma.
 Então, em um último desespero, ansiando pela vida,
Consegui arrastar toda aquela massa inerte,
É a mergulhei dentro de mim.

Nadei pelas minhas veias,
Até atingir o coração.
Fui expelido... Expulso pelas artérias.

Não acreditava naquela bizarrice.
Desesperado, peguei minhas mãos,
Levei-as aos olhos,
Esfreguei-os e as janelas se abriram!
Só nesse momento,
Percebi que o tempo todo,
Estava em frente a um espelho.
EMERSON DANDA
Enviado por EMERSON DANDA em 09/08/2005
Reeditado em 24/02/2017
Código do texto: T41554
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
EMERSON DANDA
Toritama - Pernambuco - Brasil, 53 anos
115 textos (77232 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/11/17 01:36)
EMERSON DANDA