A Carne

 
Perniciosa à carne putrefata
Aterrorizante, cheira mal.
O vento indecente leva
O odor fétido que lambe
O corpo necrosado rijo.
Já não existe mais:
Homem, mulher,
Verme ou menino.

O sangue coagula e fixa
Na epiderme e some...
Ossatura se amontoa
Lixo espúrio na podridão.
E a terra espera.
      Silenciosa...

Para cumprir o seu legado:
Não importa quão foi?
Não importa o que usou?
Máscaras, pelos ou artífices.
Para ela – todos são iguais:
     Perante a Lei

  – Eis o mistério!
     Mas não o fim.

 
Elzana Mattos
Enviado por Elzana Mattos em 02/02/2014
Código do texto: T4675568
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