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Boneca de trapos

Sou esquecida de Deus
Sou boneca de trapos
Tenho sonhos só meus
Mas o tempo em farrapos.

Não ato nem desato
Neste tempo partido
Num viver insensato
Num sofrer descabido.

Se de dia é que eu sonho
É à noite que me visto
O meu sonho é medonho
Mas vestida eu resisto.

No salto das horas
Perdidas esquecidas
Soltam-se as auroras
Em mim resolvidas.

Mas o tempo não anda
Não chega o momento,
Numa volta desanda
Ai que desalento!

Quero o tempo inteiro
Ligado em correntes
Como um prisioneiro
Viver com as serpentes.

Quero com  elas despir
Trapos à medida
E enfim resistir
Ao veneno da vida…
RoqueSilveira
Enviado por RoqueSilveira em 02/11/2007
Reeditado em 18/12/2011
Código do texto: T720264

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Sobre a autora
RoqueSilveira
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