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Estátua de Gesso

A cada sarro que tiravam,
A cada palavra que o feria,
Lembrava dos que o amavam,
Entretando segurava sua agonia.

Não podia se mexer,
Se o tocasse, quebrava-se,
Não podia ao menos ler,
E no fundo, resguardava-se.

A estátua de gesso,
Tão sensível,
No fim e no começo,
Num amor inconcebível.

Guardava o seu sentimento,
No mais triste lamento,
Chorava, triste esmaecia,
No entanto por mais que tentasse, dos seus olhos, nenhuma lágrima descia.

Embora sendo de gesso,
Havia um profundo sentimento,
Embora não se mexesse,(desconheço?),
Havia nela um consolamento.

Um dia triste, um louco ser humano,
Sem querer a empurrou,
Oh! Pobre estátua de gesso, esse ser insano,
A quebrou!
Allan Tancredo
Enviado por Allan Tancredo em 05/11/2007
Reeditado em 07/11/2007
Código do texto: T724286

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Sobre o autor
Allan Tancredo
Cubatão - São Paulo - Brasil, 27 anos
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