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Uma Galinha e um Malabarista Natimorto



Existe algo quebrado em mim.
O coração a cabeça. As MÃOS.
Os pés. A orelha quebrou-se em
Diamantes vinhos no chão. Quebrou-me.

Céu: a argola de aço. O pânico
Foge dos lábios humanos direto
Ao paraíso renascer. Renascer?
Não precisas renascer. Precisas nascer.

Preciso MORRER. Morrer para
A vida vazar do copo enquanto
Bebo o líquido que escorre dos
Pedaços dos diamantes quebrados.

Uma galinha tenta vender giz
Simultaneamente o malabarista
Tenta cair de propósito do poste
Que ilumina a casa das vozes douradas.

Estou na praça, fumando o mundo.
O cigarro ora ri ora chora. Nunca morre.
Renasce, na verdade, nasce. Renascer
E nascer de novo. Relativamente diferente.

Estou na praça, o cigarro acaba.
Tento não acender outro tão cedo
Mas o vício sempre foi inevitável.
O mundo é um incêndio. A galinha foge.

O malabarista pula e não morre.
Agoniza ensangüentado no chão.
Odeia maquiagem de palhaço no rosto.
Não morre: Nasce de novo.
Ágata
Enviado por Ágata em 19/11/2007
Código do texto: T743194

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Sobre o autor
Ágata
Franca - São Paulo - Brasil, 27 anos
42 textos (893 leituras)
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Ágata