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Confissões de um imortal

Confissões de um imortal

Em cálice de granito
bebo o infinito em gotas de cristal
transcedental eu sou
como os magos do oriente
que transpõem os céus
em vôos sutis com seus tapetes
tecidos de imaginação.

O preço da imortalidade
é ver a montanha tornar-se areia
e ver a realidade tornar-se neutra
aceitando a não existência.

Com o passar do tempo
até o vôo das borboletas
torna-se minuncioso
como é silenciosa
a formação de estalagmites
nas grutas seculares.

A idade das estrelas é incontável
como as vidas que vi extinguirem-se,
porque o próprio sol
também se apaga e morre.

Os fogos que cruzam os céus
nao são astros ou bólidos
são desejos insólitos
gerados pela imaginação
de um deus adormecido
que aguarda o momento de despertar.

Mauro Gouvêa
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 05/02/2006
Código do texto: T108200

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
432 textos (56521 leituras)
3 áudios (837 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 06:28)
Mauro Gouvêa