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CAOS DE MIM





zelisa camargo

Uma sensação de não existir
De nada ser.
Procuro a vida, o que foi e nada percebo.
É um escorregar como se fosse o ultimo instante e nada tivesse sentido,
Nem o respirar.
Tento fazer alguma coisa, mas não consigo.
Nada me prende.
É um vazio na mente e nada querer pensar.
É não ter seqüência de nada,
Para que também se nada tem a fazer.
Vejo tudo, mas não as sinto como reais ou não sou eu o real.
É uma sensação estranha.
A música entra e escuto ou não... Nada sei.
Penso ou não, sinto ou não...
Uma dor de proporção, um vazio que rasga, um não querer
prosseguir.
Para que. Para quem. E porque.
Estagnação total.
Falsidade da vida, mentiras, ilusões.
Tudo se junta num degradar terrível.
O que ser isso...
Não ver o amanhã, não ver esperança, não ver nada.
É ter vontade de morrer de vez e ter o descanso deste todo estranho ser
Que nem sabe mais o que é e nem como é.
Olho e não me vejo.
Onde me perdi que nada mais sinto. É a negação do todo ser.
O que sou e quem sou.
E para que sou se nem posso caminhar.
Para que ser... Só para ocupar lugar.
Porque do sentir tão oco e tão vazio, impotente e estranho.
Olhar para todos os lados e nada ver, nada sentir e seu cérebro
desconectar
Numa sensação estranha.
Oco mesmo e vazio de tudo e só lagrimas a cair.
Não consigo manter este vazio tão profundo e toda a inutilidade e
nada fazer.
Terrível sensação de fim, de estagnação.
Quem sou eu que não sinto ser e tudo é como um nada ilusório.
O que sou e como sou e como ser num espaço que não te cabe e o sentir
dispersando também,
Pois até o amor é rejeitado.
Porque os seres são estranhos dessa maneira que rejeitam até o amor.
O que fazer quando a cabeça não coordena mais nada e tudo se oca e
nada sente,
Mas sentindo tudo numa rapidez tremenda.
Quem sou eu meu Pai, o que sou e como sou se não sei ser ninguém e
nada.
Nem amar ainda aprendi e ainda não me amo como devia.
Se amasse não estaria nessa iniqüidade e nessa carcaça.
O que fazer meu Pai para me amar mais e entender do que necessita ser entendido
e valorizado
Nada sei, só sei que sinto tudo e sinto nada.
Só quero você e segurar em tua mão e dizer:
Eis-me aqui... Nada além.
Uma sensação estranha e fria e o coração a sair pela boca.
E porque deste sentir tão estranho assim?
É sensação de se findar, de morrer.
Terrível momento que nada entendo.
Mas estou bem e em paz, mas que aconteceu...
Aconteceu e o porque eu não sei.
Apenas um minuto de
Caos de Mim.
De uma consciência maior e necessária.
É como um morrer e renascer.
Afinal é o viver.
Sempre aprendendo em cada segundo, principalmente a nos amarmos mais ainda.
Compensou todo esse caos.
15.02.1999
 
ZEL
Enviado por ZEL em 02/01/2005
Código do texto: T1088
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Sobre a autora
ZEL
Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil, 69 anos
311 textos (33905 leituras)
8 e-livros (802 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/09/16 00:38)
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