As Mil e uma noites
(Série Personagem n.7)


Eu, para ele, dancei feito odalisca,
dolente, sensual ... linda e arisca
entre pilares...almofadas...cristais,
corpo em
ais, ondeando até o chão.
Levei-o ao extremo delírio da paixão,
mas, por
Alá, ele desejava me matar
- aquele mais que malvado rei
Chariar.
Então, inventei
mil e uma histórias,
contando-as ao meu dono (e capataz)
com
doçura e palavras de aventura,
querendo paz com o rei que eu amava.
Entre lírios, ânsias e belas imagens,
eu
narrava (e mudava) as paisagens.
No meu medo, eu
refiz todo o enredo
daquelas (líricas) miragens do
Saara.
De escrava, eu passei a mais querida,
acabaram-se meus castigos e o açoite.
Enquanto o sol se ia, e o breu descia,
Rainha
Sherazade me fez meu Xeique -
nos
Contos dessas Mil e Uma Noites!!!


Poema de Silvia Regina Costa Lima
Julho de 2008







Sherazade, é a narradora das Mil e Uma Noites. 

Conta-se que, com raiva de ter sido traído por sua primeira esposa, o rei Xariar (do persa شهريار, “rei”) a cada dia desposava uma virgem, e todo o dia mandava matar a esposa com que passara a noite. Ele já matara três mil mulheres quando conhece Sherazade, que se oferece para casar com ele apesar dos protestos do pai.

Durante este tempo, Sherazade fez recomendações à sua jovem irmã, e lhe disse: “Quando eu estiver junto do rei, mandarei chamar-te, e quando chegares e vires que o rei terminou seu assunto comigo, tu me dirás:
“Ó minha irmã, conta-me contos maravilhosos que nos façam passar a noitada!”

Então eu te contarei contos que, se Alá quiser, serão a causa da libertação das filhas dos muçulmanos!” Depois do que, seu pai, o vizir, veio buscá-la e subiu com ela aos aposentos do rei. E o rei sentiu-se feliz e disse ao vizir: “Há ai tudo quanto é necessário?”
E o vizir disse: “Sim!” Quando o rei quis tomar a jovem, ela se pôs a chorar e o rei lhe disse:
“Que tens?”

Ela disse: “Rei! Tenho uma irmazinha a qual desejo dizer adeus.” Então o rei mandou buscar a irmã, que veio e se atirou ao pescoço de Sherazade, e acabou por se acomodar ao pé do leito. Mas o rei se levantou. E tomou, sem mais nada, a virgem Sherazade, arrebatando-lhe a virgindade. Depois começaram a conversar.

Uma vez nos aposentos do rei, Sherazade pede para se despedir de sua irmã, Duniazade. No meio da conversa, como haviam combinado antes, Duniazade pede que a irmã lhe conte uma história.  Então, Doniazade disse à Sherazade:

“Conjuro-te, por Alá! Ó minha irmã, conta-nos um conto que nos faça passar a noite!”

E Sherazade lhe respondeu: “De todo o coração e como tributo de homenagem devida! Se contudo, assim permitir este rei bem educado e dotado de boas maneiras!”

Quando o rei ouviu aquelas palavras, e como aliás tinha insônia, não se aborreceu por ouvir o conto de Sherazade.


E Sherazade, naquela primeira noite, começou o conto.


Sherazade, que tinha lido livros e escritos de toda a espécie, conta uma história que, como havia planejado, cativa a atenção do rei. Ele para e escuta a narrativa, escondido. Mas ela interrompe a narrativa para a concluir apenas na noite seguinte.

Curioso para saber o final da história, o rei não mata
Sherazade. Nas noites seguintes, excitado com a narrativa, o rei pede novas histórias, e assim ele a mantém viva até que, depois de mil e uma noites e três filhos depois, rsrs, o rei, entretido e moralmente elevado pela histórias, desiste de matá-la e faz dela sua rainha.

Textos da net editados e corrigidos por mim





SILVIA REGINA COSTA LIMA
Enviado por SILVIA REGINA COSTA LIMA em 21/07/2008
Reeditado em 21/12/2009
Código do texto: T1090769
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