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Poema sem lógica

Saio de casa, apressado,
no rítimo do futuro incerto,
ou do carro desvairado na rua vazia.
De repente paro, e em frente a uma vitrine
me deparo com uma lembrança
dos tempos em que o próprio tempo
parava para mim.
O tempo em que brincadeira era coisa séria,
e coisa séria era brincadeira,
que se perdia ao vento.

Agora me transporto para o hoje,
e novamente me encontro
em frente a vitrine,
mas vitrine não reflete mais
a rua vazia, agora reflete a imagem
de alguém que tem na vida nada mais
do que a própria vida, e mesmo assim
vive-a feliz por ser o que é.

É um poeta, sujo, maltrapilho,
mas um poeta sem medo da poesia
(e muitos têm) que se dá através
de linhas ocultas ou lembranças esquecidas
em vitrines, vitrines de ruas vazias.
Laerte Brandão Sancho
Enviado por Laerte Brandão Sancho em 21/06/2006
Reeditado em 14/01/2007
Código do texto: T179953
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Sobre o autor
Laerte Brandão Sancho
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 28 anos
15 textos (888 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 12:29)
Laerte Brandão Sancho