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À Morte:



Atormentada morte;

Símbolo escuro do encerramento da vida;

Do mundo uma das poucas certezas lógicas,

Coisa tão comum quanto as necessidades fisiológicas 

Que, de nossa vida, fazem parte;

O que dizer da tua própria sorte?

És o ponto final de toda vida!

És um tribunal sem interrogatório,

Sem juízes, sem jurados. 


Tu envias teu mandato

E nada tens de prerrogatório;

Eis que te explicas, morte,

Como o sono pelo qual o adormecido,

De acordar, se deu por esquecido.

Mas eis que também te renuncias 

Quando a vontade da vida 

É maior que tua própria libido.


E quando esta vontade ao homem obedece 

E, na sua fé, sua esperança aparece;

Ele não mais será moribundo,

Nem se entregará ao sono profundo.

E é assim que tu te renuncias, morte!

É assim que tu desfaleces.

É assim que, de si mesma, tu te esqueces

E negas a tua própria sorte

E, deixando de ser morte,

Tomas teu norte,

Dando espaço para a vida.
Blog Dois Pernods
Enviado por Blog Dois Pernods em 12/09/2007
Reeditado em 29/09/2007
Código do texto: T649759

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