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Texto

Futuro, venha crescer com ou sem Machado! *

Não sabia que era fácil um machado ficar cego,
Perder o fio e não cortar mais nada...
Não ter forças para acreditar que a lenha pode ser combustível
Para mudar, fazer fumaça, e caminhar avante.

Não quero ser mais um machado.
De vivo, ser póstumo e futuro fechado...
De Pedro, João, de Assis, e do pecado...
Enfim, não quero ser mais um machado.

Esta caneta vomitará coisas tristes
Somente às vezes quando falar do amor.
Fora isso, ela correrá sua esfera alegre,
Como a bola de um artilheiro de um time vencedor.

E sim! Serão dados passes mágicos!
E de letra e letras, golaços serão feitos!
Serão os verbos apaixonados, digo com todo respeito!
E este texto acabará como a vitória de um campeonato!
Vencido com todo direito!

E como disse antes,
Posso provar que mesmo na admiração
Das divididas do grande jogador, o coração,
O triste pode vir com o anti-jogo, a ilusão.

Sorte que amigos na zaga nos ajudam a levantar,
E mais uma vez, no futuro sempre acreditar...

*Em referência ao Memórias Póstumas de Brás Cubas
Rodrigo Leal
Enviado por Rodrigo Leal em 13/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T735025

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Sobre o autor
Rodrigo Leal
Manaus - Amazonas - Brasil, 35 anos
44 textos (3214 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 07:55)
Rodrigo Leal