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Faces

Pois nasci e nunca vi amor
De meu berço em que uma voz jazia
Sentia frio, o calor sem cor
Não fui de ninguém, prelazia

E tenho a face do rancor
E tenho a face do amor

Pois cresci e nunca vi ardor
Alimentando uma alma que nada sentia
Choro, lágrima e temor
Todo sentimento que me permitia

E tenho a face do rubor
E tenho a face do torpor

Pois morri e nunca senti dor
Porque não havia cor pra ver
Um olho cego de horror
E nenhum céu para recorrer

E tenho a face da dor
E tenho a face do senhor

Pois pintei o quadro que quis
Desenhando um futuro meu
Um sonho alienado, céu azul matiz
Fé do cristão, força do ateu

E tenho o olhar do observador
E tenho o pincel do pintor
Alan Miranda de Freitas
Enviado por Alan Miranda de Freitas em 13/11/2007
Código do texto: T735624
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alan Miranda de Freitas
Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
21 textos (340 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 14:57)
Alan Miranda de Freitas