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Cruz e espada ou Me livro

Livrai-me, ou me livro!
(De todo mal, amém)
Pela cruz,
ou pela asa da página.
N'água benta,
ou no corte da palavra.

Eu me livro
É no desfecho de um capítulo,
No entardecer de um verso.
Tu me livras
É no conselho de um versículo,
Quando carne faz-se verbo.

Me abençoas, divindade
E eu me leio
Como um livro de mim
Como eu livre de mim
Me escrevo,
me bebo,
me trago.

Trago eu de bandeija,
eu em bom volume,
eu em queda livre,
eu do medo impune.

Quando anjos me doam asas
Tecidas nas rendas de eternas aspas
Livram-me de todo o mal.
Ave-poesia! Tão incasta, mas celestial!

Fernanda Lobo
Enviado por Fernanda Lobo em 14/11/2007
Reeditado em 28/03/2008
Código do texto: T736485

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Sobre a autora
Fernanda Lobo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Fernanda Lobo