CAMINHOS...

Colham-se as flores da brandura

Pois a vida é dura e tempo não há

Livrem-se dos espinhos da armadura

Pois a vida é dura e o viver o quê há

Plantem-se todas as sementes da caridade

Mas não por caridade deve-se plantar

Limpem-se todos os resquícios da vaidade

Pois a humildade é o terreno a se plantar

Abandonem-se totalmente as armas da amargura

Pois só mesmo a candura poderá lhe salvar

Conheçam-se a si mesmos bem como ao outro

Pois do conhecimento do outro terá que provar

Reguem-se os brotos da já combalida esperança

Para que ainda vejamos o futuro em nossos jardins

E possamos olhá-lo com o olhar de uma criança

Pois nem sempre a vida é festa ao som de clarins

Entreguem-se de corpo e alma ao amor

Pois é ele a flor de todo florido coração

Amem-se com todo afeto paixão e ardor

Pois na sinfonia da vida o amor é canção

LEILSON LEÃO

Leilson Leão
Enviado por Leilson Leão em 12/04/2008
Reeditado em 07/07/2009
Código do texto: T942647
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