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Paragens


Da janela espreito a cor dessa noite
Parece me límpida, até transparente
O ruído do automóvel que sobe a rua
Corta a tranquilidade que é nua de pensamento
Crua de cheiros…melhor… odores

O quiosque, a rotunda, abandonados
Como se fossem ali deixados
Propositadamente para serem fios condutores
De paragens, sorrisos, viagens…

São meus, são só meus, apesar de tudo

Oh…porque não consigo ultrapassar
Essa janela…esse quadro…essa miragem
Queria me invadir, me impregnar
Desse cheiro, desse odor a vida
De raiva, imaginação contida
Reflectida e vulgarmente contraída
Onde a razão se trancou e fechou em copas o segredo
E deixou a evolução natural sem margens, viagens, paragens…
E quem sabe agora sorrisos e avisos sobre o mundo belo

Porque me sinto perdida?
Sinto me imprópria, incrédula, invulgar
Como se para a meta só houvesse uma pista de corrida
E eu nela desfaleço e nunca chegarei em primeiro lugar…
E os sonhos, esperanças desse mundo belo

São meus, são só meus, apesar de tudo…
Isabel Nisa
Enviado por Isabel Nisa em 06/08/2006
Código do texto: T210662
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Sobre a autora
Isabel Nisa
Portugal, 38 anos
3 textos (192 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 11:24)
Isabel Nisa