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DAS VERDADES...

Ela não sabia das verdades que a vida escondia. Mas ela sabia dos sonhos que havia guardado e quando eles estavam quase empoeirando pela descrença, ela acordou. E acordou sorrindo pra vida, brincando de ser feliz só para fazer alguém muito mais feliz. Ela não sabia que isso se chamava GENEROSIDADE. Ela não sabia das adversidades, mas sabia dançar por cima delas; ela sabia fazer brotar sorrisos na aridez da desilusão; ela sabia fazer do erro, uma lição de vida; ela também não sabia que era isso que chamam de CORAGEM. Ela sabia que o segredo da amizade reside no carinho, no afeto e no cuidado. Ela sabia que o mundo está lotado de almas solitárias; e ela também sabia aonde encontrá-las. E somente ela sabia como resgatá-las, como encantá-las. Ela sabia que em algum lugar, havia uma saída...E enquanto todos dormiam, ela chegou, espalhando amor, acalentando corações sofridos; Ah! E no ar, sentia-se um doce perfume de rosas; ela também sabia que as rosas têm cheiro de ternura, por isso mesmo deixou seu próprio perfume; Ela só não sabia que a isso chamamos DOÇURA. Ela sabia que ao longe, bem ao longe, alguém esperava por ela. E lá foi ela ao encontro do sonho. Ela sonhou com a alegria e se vestiu de vida; e em rítmo festa, foi celebrar o encontro das almas. Das almas que dançam ao som da sinfonia do Amor; do Amor Universal; esse Amor que desconhece sexo, vaidade ou identidade. E ela bailou no compasso da felicidade trazida pelas almas peregrinas. Ela sabia das feridas abertas, e com pinceladas de emoção, delas ela cuidou e curou. E ela nem sabia que isso era AMOR! E dentre todas as verdades, a que ela não sabia, era que seus sonhos não estavam gastos ou empoeirados, estavam apenas guardados, esperando o momento de florir em primavera de esperança, feito a alegria que explode da alma da criança ...E de todas as verdades que eu não via, a única que eu sabia, era que no fim, era ela quem viria. E viria trazendo luz! E, sabendo ela que eu não sabia da alegria, veio trazendo poesia aos meus dias. E eu nem sabia que ela era a ESPERANÇA que me sorria.


Boston, 29 de janeiro de 2006
Sandra Mara
Enviado por Sandra Mara em 30/01/2006
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T105868

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Sobre a autora
Sandra Mara
Estados Unidos
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Sandra Mara